Trata-se de unidade de conservação de proteção integral situada no município de Bananal, Estado de São Paulo, que possui área de 884 hectares e foi criada “com a finalidade de proteção ao ambiente natural, realização de pesquisas básicas e aplicadas e desenvolvimento de programa de educação conservacionista.” (Artigo 1º do Decreto nº 26.890, de 12 de Março de 1987.
A altitude na área em que se situa a Estação Ecológica de Bananal varia de 1170 metros (fundo do Vale Córrego do Barbosa) a 1918 metros (pico do caracol e pedra vermelha), em um conjunto irregular de topos, vertentes e calhas hidrográficas, o que propicia a existência de inúmeros e variados ambientes. A pluviosidade é elevada, principalmente na primavera e verão, e há grande a variação térmica ao longo dos meses e mesmo durante um só dia.
Esse cenário abriga remanescentes importantes de Mata Atlântica, com predomínio da Floresta Ombrófila Densa. Há um pequeno trecho de Floresta Ombrófila Mista, na qual despontam araucárias (Araucaria angustifólia), mas há poucos estudos a respeito dessa parcela. Populações naturais de araucárias são mais comuns no Parque Nacional da Bocaina, situado na mesma região, mas muito raras na área ocupada pela ESEC de Bananal.
Segundo a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo ‴A vegetação desta unidade é caracterizada por floresta ombrófila densa. Apresenta vegetação de matas primárias e secundárias densa de 30 a 40 anos de regeneração. Parte do limite da unidade faz divisa com plantações de Pinus e Eucalyptus.
Uma das características mais marcantes da vegetação da Serra do Mar é a quantidade e variedade de bromélias. A Estação Ecológica de Bananal talvez seja a única unidade de conservação do mundo que abriga populações de duas bromélias -Neoregelia pontualli e Witrockia corallina- recentemente descritas em 1991 e 1992 em área contígua à unidade (Pontual, comunicação pessoal, 1997). Além destas, ocorrem outras bromélias raras como Fernsea bocamensis e Vriesea hieroglyphica, ameaçadas de extinção devido às coletas seletivas para suprir mercado de decoração com plantas vivas.
A fauna inclui muitas espécies endêmicas e ameaçadas de extinção, como o sagüi-da-serra-escuro Callithrix aurita, o bugio Alouatta fusca, a onça parda Puma concolor e o cachorro-do-mato Cerdocyon thous. Quanto a avifauna, foram avistados cerca de 200 espécies de aves na unidade e região circunvizinha, como o gavião-pega-macaco Spizaetus tyrannus, o gavião-pomba Leocoptrnis polionota, o jacu Penelope obscura, inhambu-açu Crypturellus obsoletus, entre outros‴ (Resolução SMA nº 28, de 27 de março de 1.998).
A Estação Ecológica de Bananal foi criada em 12 de março de 1.987 através do Decreto Estadual nº 26.890.
‴A Estação Ecológica de Bananal não tem hospedaria, restaurante ou lanchonete e os acampamentos são proibidos. Hotéis, hotéis-fazenda e pousadas existem em Bananal e região. Como chove muito e sendo uma região alta, mais fria, é sempre bom levar roupa para proteção às intempéries (capas, agasalhos etc.), além de calçados resistentes a caminhadas e não escorregadios. As visitas devem ser sempre agendadas e ter autorização prévia, pois a estação ecológica precisará colocar um funcionário para acompanhar os visitantes. Os contatos para esse ou outros fins devem ser feitos através do Viveiro de Taubaté (fone/fax: 012 226-1114) ou diretamente na unidade‴ (Resolução SMA nº 28, de 27 de março de 1.998).
No local também não há centro de visitantes, quiosques e outros equipamentos básicos. Existe apenas a sede da U.C., cujo endereço é Estrada Municipal do Ariró, km 10, Bananal SP. O telefone é (12) 3116.2008.
Além da sede administrativa, a infra-estrutura existente limita-se a duas trilhas (Trilha do Ouro e Trilha da Cachoeira), cujo trajeto poderá ser feito sob monitoria e mediante prévio agendamento.
Segundo a página de Turismo Ecológico do Portal do Governo do Estado de São Paulo, ‴Uma das estradas que fazem limite com a estação é a histórica trilha do Ouro, construída por escravos para o transporte de mercadorias entre as minas do interior e do litoral. Por essa trilha, conhecida como estrada do Ariró, passou, em lombo de mulas, o ouro que era retirado das Minas Gerais para ser enviado à Portugal pelo porto do Rio de Janeiro. Para quem gosta de quedas d'água, a Estação Ecológica de Bananal oferece a trilha da Cachoeira. Fácil de percorrer, com pouco mais de 300 metros, essa trilha leva o visitante ao último salto da cachoeira Sete Quedas, um dos cenários mais bonitos da região. Para percorrer as trilhas é preciso autorização da direção da estação, que vai colocar à disposição um funcionário para acompanhar os visitantes‴.
FUNDAÇÃO FLORESTAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
http://www.ambiente.sp.gov.br/e-e-bananal/sobre-a-estacao/
PORTAL DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO - PÁGINA: TURISMO ECOLÓGICO
http://www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/turismo_turismo-ecologico_bananal
INSTITUTO FLORESTAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
http://www.iflorestal.sp.gov.br/unidades_conservacao/informacoes.asp?cod=37&area=info
FATORES CLIMÁTICOS DETERMINANTES NA ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE BANANAL – SP, por Mirian Ramos Gutjahr, Renato Tavares e Márcia Vieira Silva
Fitossociologia de uma floresta secundária com Araucaria angustifolia (Bertol.) O. Kuntze na Estação Ecológica de Bananal, Bananal-SP, por Tiago Maciel Ribeiro; Natália Macedo Ivanauskas; Sebastião Venâncio Martins; Rodrigo Trassi Polisel; Rochelle Lima Ramos dos Santos.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S2179-80872013000200003&script=sci_arttext
RESOLUÇÃO SMA Nº 28, DE 27 DE MARÇO DE 1998
Documento na Integra em Formato RTF (107 Kb) - Ipef
www.ipef.br/legislacao/bdlegislacao/arquivos/3341.rtf
JUSBRASIL
http://governo-sp.jusbrasil.com.br/legislacao/190668/decreto-26890-87